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segunda-feira, 17 de abril de 2023

PÓRTICO

 


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   Não me “debruço”, com um sim ou com um não, sobre as marotices, parece que platónicas porque mais não conseguia, do emérito Boaventura Sousa Santos. Isso ficará, se houver coragem ou razão, para as entidades jurídicas ou outras, apropriadas. Apenas quero referir que no capítulo estudos sociais e pseudo científicos já há razoável período de tempo este cavalheiro foi desmascarado, de forma arrasadora e definitiva, pelo Professor António Manuel Baptista, esse sim um verdadeiro cientista, que nos seus livros “O discurso pós-moderno contra a Ciência” e “Crítica da razão ausente” efectuou competentemente um escalpar memorável do personagem que, o que não espanta, com habilidades maneirinhas sempre se esquivou a um frente-a-frente directo com aquele mestre da Física e justo crítico dos seus desarrincanços.

  BS Santos, nessa circunstância, teve o apoio – e o contrário é que seria de espantar – do colectivo ultra-esquerdista ou boa-boca de cavalheiros da corda, entre os quais se destacava o célebre Eduardo Prado Coelho, o mesmo que José Martins Garcia desmascarou sem hesitações durante o famoso caso do jornal República.

  Não é pois de estranhar que, encabuladas/os agora ante o vendaval de acontecimentos grotescos bem típicos desta “sociedade criminal”, certos boys and girls esganiçados ou com fala de galo-capão se calem prudentemente ou, com alguma discrição, venham tentar justificar o velho guru das esquerdas totalitárias e autor de versos medíocres ou decididamente míseros para quem tenha um mínimo de sentido crítico ou de decência intelectual.

  Digamo-lo sem subterfúgios: não é BSS quem sai mais mal-ferido desta torpe arlequinada. São, sim, os que durante anos e anos babujaram esta figura e lhe sublinharam a “filosofia”, o “cientismo”, ou mesmo lhe transcreveram com unção de “velhas beatas” os textos ideológicos propagandísticos em que se transbordava e repoltreava visando instaurar um mundo em que Estaline e demais canalhas políticos se reconheceriam.

   O caso em que BSS está metido vem, à puridade, desvelar perfeitamente uma prática que tem tentado colocar a canga esquerdóide a todos nós, sejamos de esquerda, de centro ou de direita mas com honradez e bom-senso e, o que é mais grave e significativo do mau trabalho dos “governantes” que lhe davam e ainda dão cavalaria, usando de forma (in)conveniente o dinheirinho de todos nós!


nicolau saião

Jorge Gaillard Nogueira

Álvaro de Navarro

Manuel Carreira Viana

Joaquim Simões


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Para que a Terra não esqueça

 


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  No Irão, dezenas de pessoas (homens e mulheres), são baleados nas ruas e praças por se manifestarem em prol da Liberdade que desde há mais de quatro décadas lhes é retirada por uma corte de fanáticos barbudos.

  Por seu turno, na Rússia do quadrilheiro imperialista Putin, rodeado de apparatchikis e sicofantas, quem se manifeste contra uma mobilização guerreira abusiva e cínica é detido de imediato e posto sob a ameaça real de 10 anos de prisão.

   Cabe citar aqui a frase final da antiga Declaração dos surrealistas franceses que escreveram: “Em período de insurreição o juízo moral é pragmático: os fascistas são os que reprimem e atiram sobre o Povo”.

    E são aqueles dois blocos criminosos que, entre nós, têm recebido apoio impresso ou expresso de gente que se pretende isenta, muitos deles e delas reclamando-se do nome de poetas e artistas!

    A esses/essas apenas dirigimos o nosso repúdio e o nosso desprezo.


Nicolau Saião, Joaquim Simões, Jorge Gaillard Nogueira, Álvaro de Navarro, Manuel Caldeira, João Garção, António Garção


terça-feira, 12 de julho de 2022

Para que a Terra não esqueça

 



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Os inquisidores em Famalicão

O MP deseja exibir no pelourinho as consequências de se ter princípios. Não é só a desobediência que perturba o poder: a chatice maior é recusar a ideologia reles que dissimula a natureza desse poder.

(Dos jornais)

 

  O “ministério público” ao querer retirar os filhos aos Pais Mesquita Guimarães, mostrou agora a sua verdadeira face, o descaramento sem subterfúgios de estar ao serviço do crescente autoritarismo da governança assim como o “célebre” Juiz Fleiss estava ao serviço do regime hitleriano e o juiz Bondartchuk à disposição da quadrilha de Estalin.

   Portugal caminha a passos largos para ser uma nação onde reinam os tiques totalitários.

   Este é um dos mais graves indícios da perversão crescente do regime e mostra sem qualquer dúvida que para estes indivíduos, sejam os habilidosos costas ou os patibulares nunos santos, os cidadãos não são mais que gente a pastorear como se fossem reses.    

  Usam a Ideologia coerciva, seja com a cumplicidade de profes sem espinha dorsal ou ética, seja com a desfaçatez de magistrados insensatos e sem cultura democrática.

Afonso Quaresma


Subscrevem, também, este comentário:

nicolau saião

Joaquim Simões

Álvaro de Navarro

Jorge Gaillard Nogueira

Maria Ana de Oliveira


terça-feira, 1 de março de 2022

Uma carta

 

...caros confrades & amigos/as.

 

 Neste dia aqui cheio de sol, do sol que ainda podemos gozar, proponho-vos uma ligeira reflexão no momento em que o mundo vive uma das piores crises dos últimos anos.

 

  Quero falar-vos no aspecto moral inegociável que o actual momento comporta e que pode ser evocado, por exemplo, pelo debate havido anteontem na CNN Portugal em que estiveram presentes Sérgio Souza Pinto, António Filipe e Sebastião Bugalho.

 

   Souza Pinto, mediante um discurso sereno e bem articulado, frontal e honesto, colocou sobre a mesa os dados da questão: dum lado a posição das sociedades abertas, onde se procura emendar e melhorar a existência civil das populações, nomeadamente através da necessária liberdade de expressão pela qual as críticas, mesmo acerbas, se exercem, em vista do bem comum. Do outro, regimes onde a verdade possível é a verdade das cliques que nelas exercem o seu poder absoluto, onde a liberdade de expressão está condicionada, onde os direitos humanos são o que os mandantes deliberam - ou seja, a sua negação - o que através dos tempos a História documenta pelo saldo de milhões de mortos que exerceu essa pretensa criação do "homem novo".

 

  E acrescentou então uma pergunta: qual pois a autoridade moral do PCP, que Filipe ali representava, para através de capciosas explicações, de argumentações que não são mais que a expressão da sua ideologia totalitária, justificar a presente acção do autocrata Putin?

 

   Perante estas palavras percucientes, baseadas em realidades inegáveis, qual a reacção de António Filipe? António Filipe, que alguns têm tentado apresentar como uma das caras "suaves" do PCP e cuja expressão corporal é de facto melíflua, insinuante, mansa (aquilo a que o povo, na sua saborosa linguagem vernácula, caracteriza como um "mija mansinho") reagiu como reagem  os que não suportam que os coloquem perante razões frontais indesmentíveis: chamou-lhe mentiroso e ameaçou abandonar o debate, chegando mesmo a recolher caneta e papéis e demais aprestos.

 

   Nos países onde dominaram, e ainda dominam, o que caberia a Souza Pinto seria, como depreendem, bem pior.

 

   E eis o meu ponto, quando me referi ao aspecto moral inegociável: o sector que o PCP e seus asseclas representa entre nós, tem durante anos e anos, mediante o poder que conseguira ter na sociedade (e que agora democraticamente lhe está a fugir) manipulado a realidade dos factos e o verdadeiro sentido da sua acção, que incessantemente busca justificar com a  militância feita contra o salazarismo. Ora, a prova dos tempos mostra - e isso ficou bem demonstrado no chamado PREC - que se assim sucedia o que eles visavam era instaurar em sequência uma ditadura ainda mais pesada, a exemplo das que exerceram nos países de Leste e em todos os outros onde estacionaram.

 

  E não podemos ignorar que, sim, muitos homens e mulheres, sob a égide comunista (ou assim chamada) se bateram nobremente contra o antigo regime que vigorou em Portugal até ao golpe do 25 de Abril. Tal como, na Revolução de Outubro, aconteceu. Mas veja-se como foram atraiçoados pelos que deles se serviram, o que culminou, dezenas de anos mais tarde, com o colapso dum regime e duma concepção de vida que afinal se provou ser só simulacro.

 

  E é isso, finalmente, que hoje está em jogo na Ucrânia. Jogam-se ali duas concepções políticas vitais: a Democracia, com todos os defeitos que tenha - mas que a liberdade permite contestar e emendar - e a Ditadura justificada com argumentos capciosos e pretensamente de equidistância, mas que afinal deixam entrever a face nauseabunda da violência, da repressão e finalmente da guerra. Que agora Putin, na sua paranoia, já ameaça poder ser nuclear!

 

   A Ucrânia, melhor ou pior. bate-se hoje por todos nós.

 

  O abraço de boa saúde e estima, do vosso

 

   ns


  Subscrevem:


Jorge Gaillard Nogueira

Álvaro de Navarro

Manuel Carreira Viana

Jules Morot

Joaquim Simões


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

PÓRTICO

 

Causou estupefação em certos círculos a recente tomada de posição do PC de cá a favor das dementadas atitudes imperialistas de Putin.

Essas posições são absolutamente naturais vindas de quem vêm.

O PC é hoje, como sempre foi, uma espécie de quinta-coluna da Rússia, soviética ou não.

Aliás, após um período curto em que os sovietes, emanações livres e populares, existiram, foram logo postos fora de combate, desaparecendo na prática nos tempos do ditador Estaline.

A palavra servia apenas para a mais baixa propaganda.

A Rússia de hoje é, tal como nos tempos estalinistas e os que se seguiram até à queda do Muro e ao desaparecimento da ditadura vermelha, uma autocracia, anti-democrática e imperialista portanto.

E esses regimes implantam quintas-colunas onde o podem fazer. É o caso de Portugal com as manobras do PC, já plenamente desmascarado.

Jorge Gaillard Nogueira


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

PÓRTICO

 


Javier Pagola



GASTRONOMIA


  Em Espanha tem estado a ser muito falada uma polémica causada por uma declaração conjunta de partidos esquerdistas que agrupando-se em formações que eles engendraram propõem esta sentença: quem é vegan é de esquerda, quem come carne é de direita. E no resto do que escreveram multiplicam as acusações aos carnívoros ou até omnívoros chegando ao insulto e às ameaças.

  A ecologia herbívora como dizia Jorge Perestrelo entrou definitivamente no estado de paranoia que nem é já capaz de se conter nos limites do razoável e do racional.

  Recentemente entrou-me pelo escritório adentro um honrado pai de família desesperado que pretendia eu tivesse uma conversa com o filho com quem nos últimos tempos se multiplicavam as discussões, pois o rebento tentava à viva força que os progenitores deixassem de vez o maldito hábito de comer frango, o que depois estendeu aos bifes e outros produtos culinários pelos vistos de direita. Apesar de mortificado por este drama familiar alimentar lá me safei da incumbência que seria trágica se não fosse cómica. Ou tristemente cómica.

  Mas antes de encerrarmos a consulta lá lhe fui sugerindo que uma das possíveis resoluções do problema seria apesar do preço do produto base passarem a consumir antes portuguesíssimos pastéis de bacalhau.


Jorge Gaillard Nogueira


quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

PÓRTICO

 

Henrik Edstrom



PORTUGAL COMO DISTOPIA ASSUSTADORA


  Muita água vai correr debaixo das pontes até que o Caso Cabrita seja esclarecido, pois o fulcro da questão só agora começou verdadeiramente.

  A Nação, os cidadãos, puderam assistir na TV às declarações do ex-governante. Entre a estupefacção e a indignação. O país, depois de estar a ser uma brincadeira sinistra está agora a transformar-se numa farsa lamentável. Com um executivo que a cada momento parece poder ser pior que no momento anterior, o quotidiano vai-se obscurecendo como de há muito não se via.

  O Partido Socialista, que teve no passado homens como Vasco da Gama Fernandes, Henrique de Barros, Salgado Zenha e António Arnaut, vê-se agora a braços com políticos sem estatura e sem brio, para falarmos de forma civilizada, como o ex-titular da pasta da Administração Interna.

   Cremos que os cidadãos, enquanto próximos eleitores, terão uma palavra importante a dizer, antes que a Nação passe da presente farsa a uma futura tragédia.

Jorge Gaillard Nogueira


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

PÓRTICO

 



   Assentou a poeira, levantada em grande parte pelas andanças de Costa num rodopio pelo País a prometer dinheiro que não é dele mas dos portugueses a quem a União Europeia o deu.

  O hábil manhoso pela primeira vez deixou adivinhar que não é tão hábil assim, mas apenas produto de circunstâncias que o têm bafejado e se vão esbatendo. Percebe-se que este é o princípio do fim deste político profissional que visando o poder e só o poder tudo tem feito para se manter nele, desde aliar-se a inimigos da liberdade até torcer as realidades para melhor manipular os cidadãos que, no fundo, não respeita.

  Depois do seu antigo chefe a quem serviu devotadamente enquanto lhe conveio ter caído em desgraça, tem tido o povo que aguentar este sucedâneo habilidoso mas vazio. Esse povo está a acordar. E pela primeira vez, mas não deverá ser a última, disse-lhe que as suas manobras vão estando desmascaradas e a seu tempo terá a paga justa.

Jorge Gaillard Nogueira


quinta-feira, 24 de junho de 2021

Para um minuto de meditação - 104

 

   “O país viveu e vive a deliquescência da Presidência da República. O abandalhamento frívolo das instituições é um dos legados de Marcelo senão o seu principal legado. Marcelo, como todos os narcisos mais a mais gostarem de se divertir como é o seu caso, sobrevalorizou a sua capacidade táctica. Agora acabou isolado e a discutir poderes com o primeiro-ministro. Pelo meio sopra a quem o quer ouvir que não há alternativa ao PS. Claro que não existe alternativa, mas não existe em boa parte porque foi isso mesmo que ele Marcelo desejou e para o qual usou toda a sua influência mal chegou a Belém.

Helena Matos


  Na nossa Nação houve presidentes que ficaram na História ou como homens de acção, ou indecisos, ou literatos, ou palavrosos, ou partidaristas. Marcelo, por sua atitude continuada, ficará como um caso extremo de procura incessante de notoriedade e de aplauso popular a todo o custo. Dito por outras palavras mais realistas, um caso notório de caricatura populista.

  Em paralelo, Costa ficará como o maior manobrador descarado de sempre da governança nacional.

Jorge Gaillard Nogueira


  Comparado com Costa o Sócrates é um menino de coro. Veja-se a forma maldosa como Costa  tem tratado até os próprios dirigentes do PC, que afinal o têm ajudado a manter-se no poleiro.

Luís Bermudes


quinta-feira, 10 de junho de 2021

PÓRTICO

 

COMUNICADO



Paul Burlin


 “Esperava-se que a liberdade de expressão estivesse mais consolidada em sociedades que se dizem abertas. Não está. Pelo contrário: assistimos a uma regressão inquietante das garantias civis. E a imprensa não é uma vítima da conjuntura: é algoz”.

(Dos jornais)


  Caros confrades de todo o mundo:

   Sem paninhos quentes ou medo das palavras, temos de o referir: neste ano de 2021, a maior parte da comunicação social portuguesa (TV, rádios, jornais) tornou-se num dos auxiliares do regime cleptocrático em que transformaram Portugal, no intuito de acabar com a liberdade de expressão e, por extenso, a democracia.

    Vivemos, hoje, em pleno ambiente precursor dum forte autoritarismo, ainda suficientemente reptício para conseguir ludibriar a generalidade da população. Os actuais mandantes lusos procuram instaurar um totalitarismo que sirva os seus interesses de classe dominadora.

   O governo e a comunicação social que o propagandeia estão a tornar-se, no nosso país, nos maiores inimigos duma legítima Democracia. A chamada “Carta para a Era Digital”, através do seu nefando Artigo 6º, é a arma necessária que faltava ao regime para efectivar o bloqueio de direitos civis democráticos garantidos na Constituição.

   A atitude censória faz parte de todo um processo de limitação das liberdades fundamentais, já em curso, aliás, a pretexto de um grave problema de saúde. E tal atitude está agora a ser possível devido ao silêncio, por via do “pensamento” ideológico ou do estrangulamento económico, da chamada "classe" dos jornalistas (a actual, entenda-se), os quais são, em grande parte, eles mesmos, os censores ou os esbirros desses inimigos. Nos anos anteriores que todos conhecemos, tal seria absolutamente impensável e teria tido, certamente, como resposta um imediato repúdio por parte, até, da própria sociedade no seu todo.

   Consideramos, em sã consciência, que a actual classe mandante, estabelecida e solidificada nos partidos PS e Bloco de Esquerda, com a complacência do PSD e do presidente da República, está claramente, com hipocrisia e manha, nem sempre sequer já disfarçada, a tentar criar um sistema discretamente ditatorial.

   Solicitamos aos confrades que difundam, com largueza, este nosso escrito, fruto da profunda inquietação em que estamos imersos.

  Antes que seja tarde demais!

  Viva a República e a Democracia! Viva a liberdade!

 

Carlos Martins/Nicolau Saião/Joaquim Simões/

Ana Santos/Jorge Gaillard Nogueira/Álvaro de Navarro


segunda-feira, 17 de maio de 2021

Para um minuto de meditação - 93

 

A censura está de regresso e ninguém protesta?

 

A Carta de Direitos na Era Digital abre a porta ao regresso da censura em nome do combate à desinformação. Esta lei de 2021 tem mesmo passagens quase iguais à Lei da Censura de 1933, feita por Salazar.

(Dos jornais)


   Eu protesto. E mais: já de há tempos, aqui neste “Casa do Atalaião”, alertara os leitores para coisas deste género, noutras áreas, que o Poder tem estado a incrementar.  

   Democraticamente, não me calarei – terão eventualmente de me calar. E acrescento: tal como Bram Stoker, o autor de “Drácula”, refiro citando-o: há por aí monstros.

 nicolau saião


   Uma Carta contra a desinformação e as fake news? Óptimo! O problema está em que existem parágrafos suficientemente ambíguos, ou mesmo desajustados, que nos fazem desconfiar da bondade da mesma, tanto mais que nem serão os Tribunais, onde se pode exercer o contraditório, a decidir e sim uma entidade dependente do governo.

   O que é, por exemplo, o “interesse público”? O programa da drª Sandra Felgueiras irá contra ele? E as críticas ao executivo e ao seu fenomenal chefe também irão?

   É inquietante, pois será a uma entidade dependente da actual gerência e não aos tribunais, que competirá decidir o que é uma “escrita falsa”. Nas rádios, nos jornais, nas televisões passamos a estar todos sob escrutínio. Estão também de volta os tempos da calamitosa auto-censura?

 Jorge Gaillard Nogueira

 
   Um rústico é, na minha perspectiva, aquele em quem, por mais inteligente que seja, a pulsão do poder, intrínseca ao modo de ser básico, primitivo, se lhe sobrepõe à inteligência, de modo avassalador, em particular, quando se sente ou julga ameaçado nos seus interesses, mesmo que só por uma opinião diferente da sua.

   O rústico de maior capacidade intelectual, porém, poucas vezes age directamente, comandando e utilizando os menos inteligentes como instrumento e escudo das previstas ou eventuais consequências das reacções à sua acção.

   É deste modo que procedem os chefes maiores de organizações criminosas: os de menor gabarito ameaçam, eles próprios, a arma visível no coldre; os outros instruem os capangas, dando-lhes ainda ordens para assumirem a aparência de respeitável gente séria.    

   Se falharem quanto a este último pormenor, serão substituídos por novos esbirros, devidamente enfarpelados.

Joaquim Simões


quinta-feira, 8 de abril de 2021

ÚLTIMA HORA

 



  Num acidente de automóvel, perto de Coimbra, morreu Jorge Coelho, membro do PS que teve a dignidade de se demitir do cargo de ministro do Equipamento Social aquando do trágico desabamento da ponte de Entre-os-Rios.

  De temperamento duro mas directo, sem o cinismo odioso de muitos dos actuais próceres socialistas, o militante de 66 anos ficou conhecido pela expressão sintomática “Quem se mete com o PS leva”.

  Que descanse em paz.

Jorge Gaillard Nogueira


Nota – Enquanto alguns periódicos referiam que Jorge Coelho tinha falecido num acidente de viação, outros noticiavam que tinha sido, sim, por AVC e em sua casa…

    O jornalismo luso anda mesmo muito confuso…


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Para um minuto de meditação - 63

 




OLHA QUE DOIS…

ou

ESTÃO BEM UM PARA O OUTRO!

 

 

     “Presidente da República foi entrevistado pelo humorista R.Araújo Pereira”

                                                                                        (Dos jornais)

 

    De facto, numa situação aguda como esta, dar uma entrevista a um humorista é uma prova crucial de insensatez e de irresponsabilidade. Não há memória de tanta falta de senso comum, de tanta carência de lucidez e de respeito pela população em geral, como esta de vir comentar a situação dramática que se vive em quase todo o País com um humorista. É obsceno, é grotesco, para ser educado.

                                                                                    Luís Teixeira-Pinto

 

    Não vi, nunca veria, mas deve ter sido um espectáculo indecoroso muito comum nos regimes onde existe um humorista oficial e um humorismo politicamente correcto. Sei que na união soviética havia disto assim como na Alemanha nazi. Mas com mais nível.

                                                                                         JS M

 

 O “humor” estalinista de Ricardo Araújo Pereira é aquilo a que temos direito? Este indivíduo não é propriamente um humorista mas antes um piadético, um cavalheiro razoavelmente ridículo que usa as suas larachas para carrear a sua ideologia macabra. Se nos lembrarmos que o comunismo de que um dia disse orgulhar-se liquidou milhões de pessoas, umas pela fome, outras pela forca e outras ainda a tiros a granel, começaremos a entender que ele é sim um tipo sinistro mais do que um sujeito caricatural. Onde, por exemplo em Benny Hill (que ele talvez sonharia igualar) se vê o talento de malandreco, de desvelador de carecas, de espírito estruturalmente engraçado e saudável, em R.A.Pereira sente-se o pequeno sadismo, a grosseria orientada, a graçola em estilo “vivaço-espertalhaço” como dizia o meu velho professor de inglês com o seu fino humor britânico.

   Nas jaculatórias de Araújo Pereira, com a passagem do tempo, os cidadãos verificarão o casca-grossismo cínico que as infecta e muito saudavelmente saberão caracterizar o seu humor como, mais do que ser um humor hipócrita, ser de facto um humor desprezível.

                                                                                           José de Lencastre

                                                                                 

                                                                         Jorge Gaillard Nogueira


segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Para um minuto de meditação - 60

 


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  Um ministro digno do primeiro-ministro

  ou

 Do socialismo arrebenta…

   Há limites da decência. Para além disso, há o governo português. Bem para lá disso tudo, ainda há Tiago Brandão Rodrigues. O ministro da educação, na qualidade de idiota de serviço, papel que desempenha com o afinco de um actor de método, decidiu acusar os estabelecimentos de ensino privados, instituições que conquistaram a confiança de milhares de encarregados de educação, famílias e seus alunos, de “oportunismo” pela audácia de proporcionarem o serviço por todos desejado, dadas as circunstâncias, de aulas à distância.

   Noutras circunstâncias dir-se-ia que Tiago Brandão Rodrigues não tem condições para continuar num ministério. No caso específico do governo de António Costa, não só tem condições como apresenta todas as características de incompetência e falta de educação conjugadas com a pretendida pose de forcado amador em que as famílias fazem de touro.    

    Em suma, um embaraço para qualquer broeiro.

    Mas parece que o problema é o Ventura, por isso, siga a marinha.

                                                                                             Vítor Cunha

                                                                                  Jorge Gaillard Nogueira


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Para um minuto de meditação - 56

 


ns



    Portugal país de Direito…

“ (…)  Aliás, na Justiça o PS manda desde sempre, praticamente desde o tempo em que Almeida Santos e outros (Cunha Rodrigues...) gizaram o sistema que temos na magistratura e afins CEJ e lugares comuns. 
Porque é que o Fripó foi o que foi e o Face Oculta o que tem sido e o Casa Pia antes disso o que era e ainda o Marquês o que é, mais o que se passou na mais grave violação de segredo de justiça de que há memória em Portugal (no Face Oculta), protagonizada por alguém que ficou por identificar e talvez o pudesse ter sido, mas certos magistrados do MºPº preferiram arquivar, não investigando mais fundo do que fizeram? 

   A magistratura portuguesa está desde há décadas minada por estes indivíduos que se associam ao poder do PS para ascender em carreiras hierárquicas ou de concursos "à medida", prebendas avulsas ou carreiras de STJ e outros lugares apetecidos. 

   Basta pegar num qualquer nome que tenha sido escolhido para determinadas funções de Estado (PGR, dirigentes de órgãos Reguladores, SIS, SIRP, Secretarias de Estado, ministérios variados com direcções-gerais, actuais e passadas) e o padrão ajusta-se: nepotismo e corrupção políticas de mãos dadas nas escolhas dos nomes certos e convenientes, mesmo sem tal efeito perverso porque o poder político escolhe quem mais lhe agrada e por isso procura saber se a pessoa escolhida será agradável, além de útil.  A corrupção é essa: escolher em função de interesses políticos. Estão habituados a escolher segundo tais critérios chefes de gabinete ou secretários e aplicam a mesma receita em tais casos por pura perversão e hábito. Apuram o olfacto político para descobrir se o indigitado é dos "nossos" ou dos "deles" e escolhem com a naturalidade de sempre, procurando esconder o gato que por vezes se põe a miar como desalmado.  

   Como se faz isto? Simples: através do sistema de contactos cada vez mais aprimorado. Quem nomeia escolhe por indicação ou preferência própria, baseando-se numa legitimidade formal. Sendo o país pequeno e sendo os nomes disponíveis em número restrito, apenas se torna necessário salvar as aparências solicitando pareceres convenientes a quem de direito escolhido para tal, ou procedimentos formais que apenas se destinam a garantir o sucesso na escolha sem suspeitas de maior. (…)”- José P. Loja                                                                                                         

                                                                                Jorge Gaillard Nogueira


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Para um minuto de meditação - 32

 

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     Do cinismo como uma das malas & belas artes…

 

“É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que deve ser racionada”

                                                                  Wladimir Lenine

 

 “Eu nunca minto, a não ser que seja absolutamente necessário”

                                                                     G.K.Chesterton

 

                                                                                Jorge Gaillard Nogueira


quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Para um minuto de meditação – 25

 



Na Festa do Avante 2020, “uma imagem vale mais que mil palavras”


                                                                                   Jorge Gaillard Nogueira


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Para um minuto de meditação - 19

 

Principalmente dos mandantes do actual regime

“Amiúde, o ódio disfarça-se com um semblante sorridente e a língua expressa-se num tom amistoso, enquanto o coração está repleto de fel” – Sólon

                                                      Jorge Gaillard Nogueira


quinta-feira, 9 de julho de 2020

Para um minuto de meditação - 17


Nicolau Saião, Sem título



A verdade a que temos direito…

“Comunismo não é amor, comunismo é um martelo com o qual se golpeia o inimigo -Mao-Tse-Tung”.
                                                           Jorge Gaillard Nogueira

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Para um minuto de meditação - 13


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A verdade a que temos direito…

 “A objetividade no jornalismo não deveria existir, porque o dever supremo de um jornalista não é servir a verdade, mas sim a revolução”.

Salvador Allende, no 1º Congresso de Jornalistas de Esquerda, em 9 de Abril de 1971



1. “Sem verdade não há homens bons, nem governos estáveis, nem paz nas famílias, nem confiança nas almas”.
                                        
                               Alphonse Duchêne

2. “Aqueles que falam em liberdade e se arvoram comunistas, ou nos tomam por parvos ou são não mais que fanáticos, dado que o comunismo demonstrou ser ainda mais intolerante e repressivo que o capitalismo selvagem já de si prejudicial. Deixou milhões de mortos e de desgraçados em todos os lugares onde assentou arraiais. E agora que já se sabe tudo, desde as mentiras que perfilhavam até aos crimes que cometeram nas prisões ou fora delas, só o descaramento, a cegueira ou a perfídia explicam tal posicionamento”.

                               Henri Merrien
                                                          Jorge Gaillard Nogueira

Aos confrades, amigos, adeptos e simpatizantes

     Devido a um problema informático de última hora, não nos será possível fazer a postagem desta semana.    Esperando resolvê-lo em breve,...