COMUNICADO
Paul Burlin
“Esperava-se que a liberdade de expressão
estivesse mais consolidada em sociedades que se dizem abertas. Não está. Pelo
contrário: assistimos a uma regressão inquietante das garantias civis. E a
imprensa não é uma vítima da conjuntura: é algoz”.
(Dos
jornais)
Caros confrades de todo o mundo:
Sem paninhos quentes ou medo das palavras,
temos de o referir: neste ano de 2021, a maior parte da comunicação social
portuguesa (TV, rádios, jornais) tornou-se num dos auxiliares do regime
cleptocrático em que transformaram Portugal, no intuito de acabar com a
liberdade de expressão e, por extenso, a democracia.
Vivemos, hoje, em pleno ambiente precursor
dum forte autoritarismo, ainda suficientemente reptício para conseguir
ludibriar a generalidade da população. Os actuais mandantes lusos procuram
instaurar um totalitarismo que sirva os seus interesses de classe dominadora.
O governo e a comunicação social que o
propagandeia estão a tornar-se, no nosso país, nos maiores inimigos duma
legítima Democracia. A chamada “Carta para a Era Digital”, através do seu
nefando Artigo 6º, é a arma necessária que faltava ao regime para efectivar o
bloqueio de direitos civis democráticos garantidos na Constituição.
A
atitude censória faz parte de todo um processo de limitação das liberdades
fundamentais, já em curso, aliás, a pretexto de um grave problema de saúde. E
tal atitude está agora a ser possível devido ao silêncio, por via do
“pensamento” ideológico ou do estrangulamento económico, da chamada
"classe" dos jornalistas (a actual, entenda-se), os quais são, em
grande parte, eles mesmos, os censores ou os esbirros desses inimigos. Nos anos
anteriores que todos conhecemos, tal seria absolutamente impensável e teria
tido, certamente, como resposta um imediato repúdio por parte, até, da própria
sociedade no seu todo.
Consideramos, em sã consciência, que a
actual classe mandante, estabelecida e solidificada nos partidos PS e Bloco de
Esquerda, com a complacência do PSD e do presidente da República, está
claramente, com hipocrisia e manha, nem sempre sequer já disfarçada, a tentar
criar um sistema discretamente ditatorial.
Solicitamos aos confrades que difundam, com
largueza, este nosso escrito, fruto da profunda inquietação em que estamos
imersos.
Antes que seja tarde demais!
Viva a República e a Democracia! Viva a
liberdade!
Carlos Martins/Nicolau Saião/Joaquim Simões/
Ana Santos/Jorge Gaillard Nogueira/Álvaro de Navarro

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