quinta-feira, 10 de junho de 2021

PÓRTICO

 

COMUNICADO



Paul Burlin


 “Esperava-se que a liberdade de expressão estivesse mais consolidada em sociedades que se dizem abertas. Não está. Pelo contrário: assistimos a uma regressão inquietante das garantias civis. E a imprensa não é uma vítima da conjuntura: é algoz”.

(Dos jornais)


  Caros confrades de todo o mundo:

   Sem paninhos quentes ou medo das palavras, temos de o referir: neste ano de 2021, a maior parte da comunicação social portuguesa (TV, rádios, jornais) tornou-se num dos auxiliares do regime cleptocrático em que transformaram Portugal, no intuito de acabar com a liberdade de expressão e, por extenso, a democracia.

    Vivemos, hoje, em pleno ambiente precursor dum forte autoritarismo, ainda suficientemente reptício para conseguir ludibriar a generalidade da população. Os actuais mandantes lusos procuram instaurar um totalitarismo que sirva os seus interesses de classe dominadora.

   O governo e a comunicação social que o propagandeia estão a tornar-se, no nosso país, nos maiores inimigos duma legítima Democracia. A chamada “Carta para a Era Digital”, através do seu nefando Artigo 6º, é a arma necessária que faltava ao regime para efectivar o bloqueio de direitos civis democráticos garantidos na Constituição.

   A atitude censória faz parte de todo um processo de limitação das liberdades fundamentais, já em curso, aliás, a pretexto de um grave problema de saúde. E tal atitude está agora a ser possível devido ao silêncio, por via do “pensamento” ideológico ou do estrangulamento económico, da chamada "classe" dos jornalistas (a actual, entenda-se), os quais são, em grande parte, eles mesmos, os censores ou os esbirros desses inimigos. Nos anos anteriores que todos conhecemos, tal seria absolutamente impensável e teria tido, certamente, como resposta um imediato repúdio por parte, até, da própria sociedade no seu todo.

   Consideramos, em sã consciência, que a actual classe mandante, estabelecida e solidificada nos partidos PS e Bloco de Esquerda, com a complacência do PSD e do presidente da República, está claramente, com hipocrisia e manha, nem sempre sequer já disfarçada, a tentar criar um sistema discretamente ditatorial.

   Solicitamos aos confrades que difundam, com largueza, este nosso escrito, fruto da profunda inquietação em que estamos imersos.

  Antes que seja tarde demais!

  Viva a República e a Democracia! Viva a liberdade!

 

Carlos Martins/Nicolau Saião/Joaquim Simões/

Ana Santos/Jorge Gaillard Nogueira/Álvaro de Navarro


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