(Moguer, 1881 – Porto Rico, 1958)
O excelso autor de “Platero e Eu”,
galardoado com o Nobel de 1956, pela sua
oposição ao regime franquista foi obrigado a exilar-se nos EUA no ano de 1936.
Republicano e democrata íntegro, a sua acção cívica e cultural tem sido
celebrada anualmente, com uma notável Sessão referindo as sua diversas facetas,
na terra que o viu nascer.
A DERRADEIRA VIAGEM
…E partirei. E ficarão os pássaros
cantando;
e ficará o meu quintal, com a sua árvore
verde
mais o seu poço branco.
O céu, todas as tardes, estará azul e
calmo;
e tocarão, como esta tarde estão tocando
os sinos do campanário.
Irão morrendo aqueles que me amaram;
e a cada ano se fará novo o meu povoado;
e no tal recanto do meu quintal florido
e calado
o meu espírito vagueará, nostálgico…
Eu partirei; e ficarei só, sem lar, sem
a árvore
verde, sem o poço branco
sem o céu azul e calmo…
E ficarão os pássaros, cantando.
(Tradução ns)
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