João Garção
1.RAUL
PROENÇA, LEITOR E CRÍTICO DE FLORBELA ESPANCA
“ [...] Só há dois dias soube do horrível desgosto
por que está passando. Não calcula como o lamento e como compreendo o seu
tremendo sofrimento conhecendo, como conheço, a arreigada afeição que tem pelos
seus, e tendo eu própria sofrido com a morte repentina do meu querido irmão o
que nunca pensei que pudesse sofrer.
Todos os desgostos por que tem passado, as
cobardias e injustiças que o têm tentado esmagar, o seu exílio nada disso conta
hoje ao lado desse profundo golpe ao seu coração de pai tão amigo.
Nada lhe digo nem lhe falo de resignação e
paciência sabendo quanto tudo isso é inútil quando a gente se sente esmagado
por um fado mais pesado do que poderia merecer. Que os seus outros filhinhos o
possam ver desaparecer a si, é tudo quanto de consolador lhe posso desejar para
o futuro.
Para a pobre mãe, tão cheia de desgostos,
vai um grande quinhão da minha simpatia e da minha profunda piedade. [...] ”.
Raul Proença recebeu esta carta, datada de 2
de Dezembro de 1927 e assinada “Florbela Espanca Lage”, já em França, país onde
se encontrava homiziado na sequência do fracasso da revolta democrática de
Fevereiro de 1927 na qual tomara parte como elemento da área de interligação e
informações. Florbela Espanca solidarizou-se assim com esse republicano,
dirigindo-lhe estas palavras de conforto na sequência do falecimento da filha
Berta, mas também não se esquecendo de apontar como “ crimes e cobardias” as
atitudes protagonizadas pela Ditadura Militar e seus apaniguados na tentativa
de prejudicar e desacreditar Raul Proença.
Quem era este homem por quem Florbela nutria
elevada consideração? E como entrou ele no circulo de relacionamentos da
poetisa calipolense?
Raul Sangreman Proença nasceu nas Caldas da
Rainha em 10 de Maio de 1884, tendo passado a sua infância também em Leiria e
em Alcobaça em consequência das deslocações profissionais de seu pai,
funcionário público. Após uma breve estadia liceal em Coimbra, transferiu-se
para o Liceu do Carmo, em Lisboa, tendo neste estabelecimento iniciado a sua
formação ideológica republicana. Esta foi decisivamente consolidada durante a
sua frequência do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa, a partir de 1902.
Aqui, participou na constituição do “Grupo Teófilo Braga”, o qual atesta a sua
admiração pelo pensador açoriano e pela sua obra. Neste Instituto amadureceu
também o seu primeiro sistema filosófico-político, interpenetração de
aspirações políticas republicanas com preceitos filosóficos hauridos no
Positivismo ( sobretudo tal como este foi divulgado por Teófilo Braga, após a
filtragem por si realizada), no Monismo haeckeliano e numa particular concepção
de Evolucionismo (decorrente da sua admiração não apenas por Darwin mas também
por Lamarck). Este sistema era cimentado pela defesa intransigente de uma ética
de vida que valorizasse o ser humano como sujeito criador de uma sociabilidade
qualitativamente superior, tanto na esfera privada como na actividade pública.
Terminado o curso, rumou a Alcobaça para aí
exercer o cargo de professor do ensino particular primário e secundário. Nesta
vila integrou os corpos gerentes do Centro Republicano, colaborou no semanário Semana Alcobacense e fundou e
dirigiu, na prática, o efémero jornal O Republicano (7 números). Publicou igualmente um livro de
poesia intitulado Os Sinos.
Colaborou ainda noutros jornais da província, sobretudo em O Heraldo (Tavira) e Democracia do Sul (Montemor-o
Novo). Em 1908 e 1909 colaborou também nos diários republicanos lisboetas República (dirigido por Artur
Leitão) e Vanguarda
(dirigido por Magalhães Lima, grão-mestre da Maçonaria portuguesa), tendo feito
parte da redacção deste último. Mas foi a sua participação na célebre revista
republicana Alma Nacional,
de António José de Almeida, que lhe trouxe alguma notoriedade. Raul Proença,
que aí começou a escrever sob o pseudónimo de Varius, foi o segundo colaborador do periódico, em número
de artigos publicados, logo a seguir ao seu director.
Após a revolução republicana de 5 de Outubro
de 1910, recusou um convite para conservador do Museu das Janelas Verdes por
julgar insuficientes os seus conhecimentos de arte mas aceitou integrar os
quadros da Biblioteca Nacional, tendo então sido nomeado 2º bibliotecário em
Janeiro de 1911 - com um ordenado muito inferior ao que teria na categoria
profissional que recusara. Foi um dos fundadores do Comité de Lisboa da Renascença Portuguesa, sendo um
dos poucos activos membros do núcleo lisboeta do movimento. As suas criticas à
administração republicana do país e aos seus políticos e partidos foram subindo
gradualmente de tom mas, paralelamente, não deixou de defender de forma
abnegada o ideal republicano contra os seus detractores, estabelecendo assim
uma distinção clara entre o que considerava serem as virtudes de um modelo de
organização social tendencialmente progressivo e democratizante e a praxis protagonizada por muitos
seus concidadãos que se afirmavam republicanos. A ditadura do general Pimenta
de Castro, militarista, anti-liberal e germanófila, mereceu a sua mais viva
oposição e a participação portuguesa na I Guerra Mundial a sua mais ardente
defesa. Quando em Março de 1916 Portugal se envolveu oficialmente no conflito,
Proença integrou voluntariamente as fileiras do Exército português, tendo
frequentado o Curso de Administração Militar na Escola Prática de Oficiais
Milicianos. Ao contrário do seu amigo Jaime Cortesão, contudo, não chegou a ser
enviado para o estrangeiro.
Nesse ano de 1916 recebeu da filha dum amigo
do seu irmão Luís, à altura residente em Évora, um caderno com onze poesias,
para que acerca delas emitisse uma opinião. A jovem chamava-se então Florbela
Moutinho. A própria Florbela o conta em carta a Júlia Alves, localizada em
Pavia e datada de 12 de Agosto de 1916: “ Olha, sabes, mandei alguns dos meus versos a um dos nossos mais
distintos poetas, que é irmão dum amigo intimo de meu pai. Provavelmente, é ele
que faz o prefácio do meu livro, apresentando-me ao ‘respeitável público’, como
se diz nos teatros.”. O caderno incluiu os seguintes títulos:
“Escreve-me!”, “O Meu Alentejo”, “Quadro Rústico”, “Dôce Certesa”, “Ás Mães de
Portugal”, “Quem Sabe?!”, “Humildade”, “Rustica”, “De Joelhos”, “P’rá Frente!”
e “O Teu Olhar”.
Raul Proença sempre dedicou grande atenção à
poesia e sempre teve pelos verdadeiros poetas uma grande consideração. Se anos
mais tarde João Chagas elogiou o seu combativo trabalho demopédico em favor da
vivência democrática chamando-lhe “a primeira pena da República”, durante a sua
juventude foram poemas os primeiros textos que Proença publicou, muitos deles,
é certo, eivados dum profundo cunho político-social (de que são exemplos os
títulos “A Lei 13 de Fevereiro”[dedicado ‘aos anarchistas’] , “A Epopeia do
Trabalho”, “A Marselhêsa”[ datado de 27 de Outubro de 1905, ‘depois de ouvir
cantar o Orpheon das creanças, na Rocha, no dia da chegada de Mr. Loubet’] ou
“Comte” ). A poesia era, para si, uma área de expressão privilegiada. Em 1905
escreveu o seguinte: “Eu entendo
que o verso é um campo expositor de ideias, como a prosa: a única diferença é
que ele as expõe duma maneira sintética, e portanto mais luminosa.”.
E num texto ainda inédito dedicado a António José de Almeida, intitulado O Poeta e depositado no seu
espólio, afirmou: “ Porque é ele [o
poeta] quem encontra as relações
imprevistas e acaba sempre por achar a palavra ainda não proferida - a única
palavra que abrange todos os aspectos do Facto e o pinta e descreve com todas
as subtilezas. Bendito seja, porque é o ‘homem completo’, trazendo em si mesmo
mais condições para uma vida melhor, mais garantias de êxito feliz! Bendito
seja! ”. Um dos aspectos em que a sua ética privada sempre se
manifestou foi na rejeição da mentira e do carácter quase sacrossanto das
chamadas autoridades intelectuais. Em 1909, escrevendo n’ A República, declarou a este
propósito: “ Todos nós (duma
maneira geral) apreciamos as ‘opiniões’ pelas ‘pessoas’ que as ditam. Devia ser
o contrário: deviamos apreciar as ‘pessoas’ pelas ‘opiniões’ que emitem.”.
A forma como a critica literária era praticada em Portugal merecia-lhe os
maiores lamentos e recriminações. “Quem
quiser ser um critico sincero a valer, tem de seguir esta regra inflexível:
fugir do contacto dos homens e procurar o contacto dos livros. É por isso,
apesar de não ter pretensões a critico, que eu lhes leio os seus livros, mas
não os procuro nas suas casas.”, aconselhou. A imparcialidade com
que procurou tratar os textos analisados, independentemente de quem fossem os
seus autores, pode ser bem exemplificada pelas referências expendidas a
propósito da obra de Carrasco Guerra O Triunfo e pela polémica que em 1912 travou com Júlio de
Matos, onde a dado passo afirmou: “ De
homens como Teixeira de Pascoais, Correia de Oliveira, Jaime Cortesão, Leonardo
Coimbra, Mário Beirão, Augusto Casimiro, Lopes Vieira, não se diz: ‘Tudo isso é
muito ordinário’. O que é muito ordinário é não saber distinguir entre as
discordâncias doutrinárias e as apreciações a fazer dos escritores.”.
Particularizando, aqueles poemas de Florbela
mereceram de Raul Proença as considerações que se seguem:
- “Escreve-me!” - Considerou-o
“Bom”, anotando “quadra perfeita esta” à margem
da seguinte quadra: “Escreve-me!
Ha tanto, ha tanto tempo/ Que não te vejo, amor! Meu coração/ Morreu já e no
mundo aos pobres mortos/ Ninguem nega uma frase d’oração! ”.
- “O Meu Alentejo” - Quando
Florbela escreve “Tudo é
tranquilo e casto e sonhador...”, Proença questiona: “Ao meio dia, no Alentejo?” e
aconselha a modificação para “Tudo
é fecundo e quente e creador”. Numa consideração geral sobre o
poema, apontou: “isto não me dá a
impressão do Alentejo” .
- “Quadro Rustico” - Raul
Proença foi bastante critico em relação a este poema, tendo sugerido várias
alterações. Anotou: “ A paisagem
é dada em traços insuficientes. Os bezerros, os noivos, a calhandra - tudo isto
é a parte animada. Da parte inanimada só vemos a levada [do
moinho]. É pouco.”. E
quando Florbela escreveu “ Perpassa
nos seus olhos vagamente/ qualquer coisa, de casto como o linho”,
Proença opinou: “ Versos sem
significação real e sem necessidade.”. Mas já gostou da expressão
grandiloquente que Florbela utilizou a finalizar (“ Oh, abre-me em teu seio a sepultura,/ Minha terra damor e de aventura,/
Oh meu amado e lindo Portugal! “) .
- “Dôce Certesa” - Proença
poucas considerações fez a respeito deste poema, de que gostou, tendo mesmo
julgado “perfeitos”
os seguintes versos: “ Muito
beijo damor apaixonado/ E não te lembrarás de mim sequer! ”.
- “ Ás mães de Portugal” - Este
foi um dos poemas que Raul Proença mais apreciou, tendo-se-lhe referido como “Belo Poema”. O clima algo
heróico com que Florbela aqui exorta as mães portuguesas a conformarem-se com a
partida de seus filhos para o combate nos palcos europeus era do agrado de
Proença, declarado pró-intervencionista desde o primeiro momento. O seu
posicionamento foi publicitado no diário portuense O Norte, dirigido por Jaime Cortesão e sobretudo no
conhecido artigo “Unidos pela pátria”, publicado num número especial da revista
A Águia com que a Renascença Portuguesa quis
apoiar a participação portuguesa no conflito. E quando Florbela concluiu o
poema da seguinte forma “ A
patria rouba os filhos mas é mãe/ A mãe de todos nós!/ Direito de a trair não
tem ninguém,/ Ó mãe nem sequer vós!”, Proença emendou com veemência
: “Eu diria antes: ‘E muito menos
vós’! Sem esta correcção, a ideia parece-me má. ”.
- “ Quem sabe?!” - Raul Proença
fez poucas considerações e emendas a este poema.
- “ Humildade” - Poucas sugestões,
além de uma emenda a dada altura já que, em sua opinião, “estes versos não são alexandrinos”.
- “Rustica” - Um dos poemas
que Raul Proença preferiu, tendo-se limitado a escrever “Bom” e “Lindo” à margem de alguns
versos.
- ”De joelhos” - Raul Proença anotou:
“Uma das produções melhores do
caderno. É cheia de delicadeza, ainda que seja bem pouco humano esse amor.”.
- “P’rá Frente!” - Como o
poema “Ás Mães de Portugal”, também a temática deste é a intervenção portuguesa
no conflito bélico então em curso. No entanto, ao contrário daquele, Raul
Proença considerou-o “não grande
coisa”, tendo apontado um “mau verso” e mesmo um “péssimo verso” quando Florbela, concluindo, afirmou: “Nun’Álvares arranca a espada de gloria.”.
- “O teu olhar” - Considerados
por Proença “versos harmoniosos,
mas sem pensamento”.
Raul Proença concluiu, escrevendo nas
primeiras páginas do caderno: “Impressão
geral: tendo em conta a idade, e visto tratar-se dos ‘primeiros passos’, não
tenho senão bem a dizer. Não se trata, evidentemente, de obras primas, nem de
tal se poderia tratar nessa idade. Quando se critica alguem é preciso, porém,
muito mais do que analisar o que realmente fez, descobrir o que poderá vir a
fazer. Como promessa, as poesias que acabo de ler são belissimas. Se alguma
coisa me fosse permitido aconselhar, seria que se não fosse levado pela simples
harmonia dos versos, e se não pusesse no papel senão o que exprime um
verdadeiro pensamento ou um profundo sentimento poético. Estão no caso da
harmonia da forma sem nenhum pensamento lá dentro os versos ‘O teu olhar’.
Nota-se também ainda uma grande ingenuidade na escolha dos temas, como em
‘Escreve-me’, ‘Quem sabe?!’, etc. E certas fórmas insignificativas e feitas,
como ‘o perfume brando da açucena’, as ‘folhas leves e tenras de boninas’,
‘qualquer de coisa de casto como o linho’, mãis d’ ‘olhos liriais’, etc. Isto é
pecha fatal de principiantes. A minha impressão fica aqui dada sinceramente, e
não como poeta, que o não sou: A poetiza tem diante de si um largo caminho; acho
que deve continuar, afinando a lira na mesma corda que vibra em ‘O meu
Alentejo’, ‘Ás mãis de Portugal’, ‘De joelhos’... E deixando de lado o ponto de
vista poético, e falando no presente, uma ideia como a que domina a bela poesia
‘Ás mãis de Portugal’ honra a pessoa que a soube exprimir.”.
Florbela recebeu com agrado a apreciação
critica expressa por Raul Proença acerca destes seus poemas mas resolveu não
efectuar as alterações por ele sugeridas, o que, aliás, foi uma repetição do
que já sucedera quando a poetisa enviara alguns destes poemas a Mme. Carvalho,
de O Século, e esta
lhe sugerira igualmente algumas modificações.
Dois anos mais tarde, Raul Proença recebeu
de Florbela, então na localidade algarvia de Quelfes, uma carta onde esta
mostrou um estado de espírito bem diferente do anterior: “Estou bastante desanimada com tudo o que me
diz dos meus versos. Estou a ver que decedidamente nada farei com geito se bem
que eu nunca tivesse a vaidosa pretensão de escrever obras- -primas. Afinal
absolutamente nenhum soneto lhe pareceu bom? Quaes e quantos são os
absolutamente razoaveis?”. Tinha já enviado ao publicista trinta e
cinco sonetos e nesta carta acrescentou mais dois (“Castelã” e “Mais triste”).
O desânimo de Florbela seria, assim o cremos, exagerado mas compreensível quer
em função do seu próprio estado de saúde nesse momento, quer decorrente da
rígida atitude de grande exigência ( tanto em termos éticos como em termos
profissionais) que Raul Proença sempre tinha para quem com ele contactava - contrapartida
para a não menor exigência que ele tinha para consigo próprio. E a prova de que
a poesia de Florbela encontrava no espírito do vigoroso polemista um
significativo campo de acolhimento é o facto de este se ter afadigado a tentar
encontrar editor para o tão almejado e até então adiado livro e de ter dado um
grande contributo para a sua organização interna, num período conturbado da
vida portuguesa em que os acontecimentos políticos requeriam que as atenções do
republicano e democrata Proença não se dispersassem em tarefas que este pudesse
considerar marginais. Na verdade, era já Raul Proença 1º bibliotecário na
Biblioteca Nacional quando em Dezembro de 1917 foi proclamada a “República
Nova”, que lhe mereceu a maior oposição. Foi, aliás, durante o consulado
sidonista que o autor do Guia de
Portugal foi preso pela única vez na vida, aquando duma conferência
pronunciada por Leonardo Coimbra em favor da intervenção portuguesa na guerra.
E em 1919, ano em que o citado livro de poemas de Florbela viu a luz do dia com
o título de Livro de Máguas,
Raul Proença escrevia logo em Janeiro: “[...] entendo que é agora necessária a união de todos os republicanos para
fazermos a verdadeira República, que não é realmente a de 5 de Outubro, mas é
muito menos - a de 5 de Dezembro. [...] Num dos números [refere-se ao jornal Monarquia] em que sou transcrito, vejo que o sr. Conde
de Monsaraz afirma pôr a sua espada à disposição do snr. D. Manuel. Hoje sou
também soldado como s. Exª. Creio, pois, que me é permitido afirmar que pela
República estou disposto a dar, sem hesitação, até à última gota do meu sangue.”.
Que esta promessa não era um mero projecto de intenções foi o que Proença teve
oportunidade de mostrar pouco depois, quando foi proclamada a “Monarquia do
Norte”. Primeiro, participando na chamada “escalada de Monsanto” e logo a
seguir incorporando-se nas forças militares republicanas que avançaram para o
norte do país e que acabaram por aí restabelecer a República. É que, em sua
opinião, “a verdadeira
aristocracia é a dos que se sacrificam pelos outros”, como afirmou
posteriormente num dístico não assinado mas seguramente de sua autoria inserido
no número inicial dos Anais das
Bibliotecas e Arquivos - revista que dinamizou quando já chefiava a
Divisão dos Serviços Técnicos da Biblioteca Nacional e que ajudou a projectar
além-fronteiras.
A este denodado democrata Florbela dedicaria
mais tarde um poema do seu Livro
de Sóror Saudade, publicado em 1923. Esse belo texto intitula-se -
muito a propósito - “Prince Charmant”.

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