“Seldom we
find” says Solomon Don Dance
Half an idea in
the profoundest sonnet”
E.A.Poe
A
fisionomia, o carinho das coisas impalpáveis,
o
balbuciar, todo em amarelo, dos limões...
Cintura na
pedra,
correio
subtil de Lesbos para Marte.
Antinous visitou-me.
Deixou a casa desarrumada
e um
projecto em mim demasiadamente longo.
No frágil
da memória eu durmo e sou eu
deuses de
papelão sentando-se a meu lado.
No leito
fluvial por onde dorme o cisne
chamam por
mim os outros príncipes. Todos
irmãos.
Escuridão
nova na velha escuridão,
efeito de
luz nas janelas do poema...
O meu cão dorme. He
is a poet, isn’t he?
(1980)
Nota – Oferecido a NS no decorrer da turbulenta sessão
surrealista que se refere no texto inserido a seguir, o poema (talvez
intimidado por esses sucessos) esteve desaparecido durante 22 anos entre a
papelada do poeta alto-alentejano – ou seja cá o meco. Descoberto por um dos
seus filhos entre as folhas de um livro de C.W.Ceram iluminado por um desenho
de Lud, foi dado a lume em Maio de 2002 no suplemento cultural “Fanal” (depois
suspenso por imperativos do destino…) do jornal “Distrito de Portalegre” posteriormente
defuncionado por gente sem merecimento após uma triste e sacrílega agonia...

"Fanal", farol para o qual o NS me arrastou e onde ainda publiquei, todo contente. Há coisas que acabam mas ficam. Gaita, foi mesmo pena, o "Fanal" desiluminar-se.
ResponderEliminarGrande abraço para o atalaiânico Saião
JS
Ou seja, caro Saial, desiluminaram-no. E tempos depois, o semanário que o transportara finou-se também, conspurcado por gente que até incluía um tipo que, sem o ser, de dizia (e diz) "doutor" (sociopata?), e que num escrito chegou a referir que os nazis julgados em Nuremberg e condenados o haviam sido pela "justiça dos vencedores"...Ou seja, um burlão e um belo menino!
ResponderEliminarLonge, safaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!
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