Parece-me
ser claro o que Costa, ao “desafiar” o presidente, pretende: ou vence a
partida, ultrapassando Marcelo que ele considera ser apenas um fala-barato sem
arcaboiço para sustentar uma “briga”, ou não levando a água ao seu moinho provocar
uma crise política que lhe permita ir para eleições antecipadas. Ele sabe que
durante a pandemia, com os problemas inerentes, tem a faca e o queijo na mão podendo
continuar a tripudiar e a manobrar como é seu hábito. Mais tarde, com a acalmia
e a atenção que essa acalmia proporciona, o perigo espreita-o, os portugueses poderão
escrutinar com lucidez a sua má governação e as suas tentativas de permitir a
instauração de um regime pró-totalitário em que os corruptos do núcleo duro do
regime tenham a força de mando. O que lhe será fatal.
Daí que conte com o oportunismo do PC e a
velhacaria do BE para tentar fazer com que as vacas voem, garantindo o seu
poder e o do atual PS, leninista, politicamente correto e autoritário em que o
que o separa do BE é apenas o facto de ser poder e governo, enquanto estes são
não mais que uma confraria de eventuais alucinados.
Manuel Paes de Ornelas
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