O Comunicado que recentemente foi subscrito
por seis autores, entre os quais me encontro, contestando a já tristemente
célebre “Carta para a Era Digital”, foi enviada a milhares de confrades, em
diversos pontos do mundo, por acção dos signatários justificadamente inquietos
com a censura que ela deixa adivinhar.
Foi no país onde vicejamos, ou seja este que
vai do Algarve e do Norte até às Ilhas, seguido por um silêncio sepulcral. Com
excepção de alguns daqueles que o receberam, como dito ali atrás, que nos
endereçaram palavras adequadas. E que muito agradecemos.
Mas de há dias a esta parte, no entanto, a
consciência nacional – dos que não desejam censura perpetrada pelo regime aqui
e agora, como não a desejaram nos tempos do regime antigo – começa pelos vistos
a acordar…
E até o ilustre Pacheco Pereira – ilustre e
notório a vários títulos – arranjou tempo e estrutura escrita para, na “Sábado”
onde expande o seu estro, se mostrar contra a peculiar “Carta”, essa forma
“hábil” de os donos do reino reintroduzirem as delícias do lápis azul
com que gente manhosa congemina estabelecer o sinistro “pensamento único”.
Nós estaremos como sempre estivemos – contra
os totalitarismos, sejam eles com que cor se enroupem.
E o resto é conversa…de amenos gandulos.
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